EU, EU MESMA EU ESPÍRITA

Todos carregamos vários personagens. Tem o eu-pai, o eu-funcionário, o eu-torcedor, o eu-vizinho. E há também o eu-espírita. Cada um com sua linguagem, sua postura e, claro, sua máscara. Os Amigos da Luz trazem uma crítica inteligente. O grupo de humor do Rio de Janeiro se baseia nos conceitos da psicanálise. E, claro, na vivência.

A Renata-central convoca suas outras personas para uma reunião. É uma verdadeira DR, uma discussão de relação. De um lado, a Renata do dia a dia. Essa é esquentada, de estopim curto e atribulada. Do outro, a Renata-espírita, sorridente e cheia das expressões exteriores de paz. A primeira até acusa a segunda de “ter engolido o Chico Xavier”! Todas elas são interpretadas pela atriz Sônia Barbosa.

A lição que fica é a da coerência no caminho do meio. Nem tanto ao mar da irritabilidade sem controle. Nem tanto ao céu do artificialismo no contexto religioso. É preciso convocar os “eus” para uma DR de vez em quando. A primeira fidelidade que se deve ter é consigo próprio.

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