O longa-metragem traz as cenas dos dias finais de Sócrates pelas lentes de Roberto Rossellini. O pioneiro do Neorrealismo Italiano dirigiu o filme especialmente para a TV em 1971. Considerada uma superprodução, por reproduzir as edificações da Atenas clássica, foi rodada na Espanha. No Brasil, a distribuição é da Versátil Home Vídeo.

A narrativa apresenta em detalhes o contexto político ateniense. As relações conflituosas com espartanos e tebanos ameaçavam a estrutura democrática da sociedade. Desse cenário, advêm a perseguição, a acusação e a condenação de Sócrates.

As denúncias de que o célebre filósofo corrompia os jovens foi encabeçada por Meleto. Dois ex-discípulos do mestre haviam chegado ao poder e falhado gravemente. O conselho de Atenas aceita a acusação e condena Sócrates à pena capital.

Dois diálogos brilhantes são reproduzidos no roteiro. Um é a sua “Apologia”, em que se defende da denúncia perante o juízo. E a segunda, na prisão, ao negar a sugestão de fuga apresentada pelo fiel seguidor Críton. O condenado persevera firme em sua busca pela verdade até sorver do cálice de cicuta.

Outros destaques são as especulações sobre a existência após a morte física e as reflexões a respeito da distinção entre a realidade espiritual e a corpórea. Neste aspecto, o filósofo foi reconhecido por Allan Kardec como um precursor dos princípios do Espiritismo.

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