PONTO DE MUTAÇÃO

O longa resulta do desafio de transpor para a dramaturgia uma obra ensaística de divulgação científica. E funcionou bem! “Ponto de Mutação” (Mindwalk), de 1990, é uma adaptação do livro homônimo de Fritjof Capra. E a distribuição é da Versátil Vídeo Spirite.

O cenário é o fabuloso monte São Michel, na costa francesa do Canal da Mancha. Toda a narrativa se passa em um dia. Dois velhos amigos norte-americanos, Jack e Thomas, um político e um poeta, resolvem fazem uma visita ao ponto turístico. Lá encontram a atraente cientista Sonia. Liv Ullman, Sam Waterstom e John Heard interpretam os personagens.

Os três, então, iniciam um diálogo tão profundo quanto amplo. Passeando pelo local, conversam sobre política, relacionamentos, meio ambiente e arte. Mas, principalmente, tratam da junção entre ciência e filosofia enquanto perspectiva da existência.

Esse é o mote do livro levado para a tela. A contemporaneidade levou à transição de um modelo de mundo cartesiano, newtoniano e positivista para outro sistêmico, holístico e transcendente. Essa conexão entre pensamento científico e espiritualidade já havia consagrado Capra na década de 1970 com seu best-seller, “O Tao da Física”.

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