Como o próprio Haroldo Dutra Dias gosta de dizer, este é um voo panorâmico sobre a segunda parte de Isaías. Até aqui, a série trabalhou a primeira, cujo tema central é o juízo de Deus sobre as nações.

Porém, adentrando a segunda parte, a paisagem muda. Ela vai do capítulo 40 até a conclusão, no 66. Após um interlúdio no livro, que expõe o cumprimento das profecias de julgamento, o leitor se depara com outra temática. Trata-se da face misericordiosa do Criador. Ele enviaria o Messias para recondução não só de Israel, mas de todos os povos.

E Haroldo traça a estrutura desse segundo tomo. E essa arquitetura é esclarecedora. Ele afirma que os comentaristas de Isaías fazem dois tipos de análise mais comumente. Ou se divide a segunda parte do livro em duas subpartes ou em três.

Em ambos os métodos, realiza-se uma analogia à escadaria do Templo de Jerusalém. Há uma ascensão de degraus e, depois, uma descida. E, seja qual for a divisão, o ápice ou platô é o mesmo: o capítulo 53.

Destacando a subdivisão em três seções, Haroldo as lê em paralelo à Lei de Justiça, Amor e Caridade. E observa a similaridade entre essa lei moral última e a “árvore da vida” descrita pela Cabala.

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