O Yom Kippur se aproxima, segundo o calendário judaico. Será no dia 28 de setembro. O “dia do perdão” é uma das datas mais importantes da tradição hebraica. E ela também se traduz por “dia do juízo”, “da misericórdia” ou “da purificação”.

A tradução imprecisa se deve à amplitude de sentido do termo tzedek. Esse atributo divino constitui a base espiritual da vivência do Yom Kippur. Tomar tzedek apenas por justiça não seria fiel. Como a lei moral, expressa na terceira parte de “O Livro dos Espíritos”, a tríade justiça, amor e caridade expressaria melhor o vocábulo.

E o que tudo isso tem a ver com Isaías?  Nos episódios anteriores, Haroldo Dutra Dias fez uma incursão no Yom Kippur. Explicou seus pilares espirituais, seus símbolos e sua ritualística. Agora, ressalta que a celebração guarda a mesma estrutura do livro profético.

A primeira parte de Isaías trata de profecias de julgamento. Representam a face da justiça divina perante os povos. Após, há um intervalo de quatro capítulos em que se confirma a execução do juízo prenunciado. E, então, expõe Haroldo, vem a expressão da misericórdia do Pai. É a parte do livro que mais claramente fala do Messias que viria redimir Israel.

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