Há alguns episódios, o estudo de Isaías à luz do Espiritismo está em um parêntese. Essa temática paralela é o Yom Kippur. A celebração importantíssima do calendário judaico costuma ser traduzida por “dia da purificação”, “dia do perdão” ou “dia do juízo”. E por que convém entendermos essa cerimônia e suas representações para estudarmos Isaías?

Haroldo Dutra Dias responde neste episódio. Ele descreve, dentro das escrituras, o gênero literário profético. Esse estilo se caracteriza pela linguagem apocalíptica. E uma metaforização estrutural de todo discurso apocalíptico é a cerimônia de Yom Kippur.

Um dos elementos essenciais da data, no hebraico, é a teshuvá. Normalmente, esse termo se traduz por “arrependimento”. Mas, segundo Haroldo, a palavra do português não se aproxima do sentido integral. Teshuvá, que literalmente trata de “retornar” ou “voltar”, envolve mudanças de hábitos íntimos após o reexame de consciência.

Apenas com esse recomeçar de comportamentos pode-se obter o perdão de Deus. O veredicto favorável do único julgador constitui o objetivo da celebração.

 

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