Em algumas passagens do Evangelho, Jesus faz referência às “Leis e os profetas”. Essa expressão resume a Bíblia hebraica. Por ela, pode-se compreender, portanto, que as escrituras sagradas da época se estruturavam na Torá e nos livros proféticos.

E Haroldo Dutra Dias dá uma explicação simples a esse díptico. Primeiro, Deus oferece sua Lei. Na sequência, trata de sua aplicação, sua execução. Eis um ponto comum a todos os profetas do Antigo Testamento – como chamado na modernidade. Todos expressam julgamentos.

Em Isaías se dá da mesma forma. Haroldo destaca neste episódio o caráter coletivo da aferição da Norma apresentada na abertura do livro. Ou seja, a Lei de causa e efeito atua para além das individualidades. É assim que o Criador, pela boca do profeta, julga Israel nos primeiros 12 capítulos. Trata-se do “irmão mais velho”, que falhou na missão de proclamar o Deus único.

E, a partir do capítulo 13, os réus passam a ser outras nações que se perderam em desordem. Entretanto, esse juízo alegórico é também expressão da misericórdia divina, algo que guarda raízes nos simbolismos judaicos do Yom Kipur, o “Dia do Perdão”.

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