À época de Isaías, Israel estava dividido nos reinos do Sul e do Norte. Essas porções se viam às voltas com a ascensão do império assírio vizinho. Havia fragilidade política e miséria social, além da desestruturação da nação.

Desse contexto adverso emerge a expectativa sobre o Messias. O enviado de Deus viria reordenar Israel, reunindo-o e libertando-o das ameaças estrangeiras. O modelo histórico de líder ungido era Moisés. E esperava-se uma nova figura desse feitio segundo os anseios do povo.

Haroldo Dutra Dias faz essa leitura no episódio. Contudo, as expectativas messiânicas, no que tange aos desejos coletivos, guardavam raízes ocultas. O anelo israelense era pelo poder, pela hegemonia política econômica.

Movidos por essas ilusões, os dois reinos aprofundaram sua cisão. Judá, do Sul, aliou-se à Assíria para derrotar por guerra Efraim, do Norte. As consequências dessa aliança de Jerusalém com os assírios seriam terríveis. Contra ela o profeta levantou sua voz. Ele denunciou, em especial, a prostituição de Judá perante seu Senhor.

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