“Não roubarás” é o oitavo dos Dez Mandamentos. O estudo de Êxodo à luz do Espiritismo vem analisando um por um. A narrativa do recebimento da Lei por Moisés, no alto do Monte Sinai, localiza-se bem no meio do livro, que é o segundo do Pentateuco.

O preceito em destaque neste episódio tem redação clara e direta. Mas Haroldo Dutra Dias afirma que é justamente nessa pretensa clareza que se esconde o risco da interpretação equivocada. Novamente nesse caso, a norma parte da noção simples e material. Entretanto, seu sentido vai muito além, como se verificou nos vetos ao homicídio e ao adultério.

O roubo em questão diz respeito, evidentemente, a apossar-se dos bens do outro contra a vontade deste. Mas essa questão transcende a propriedade tangível. Quanto temos usurpado do trabalho e do sacrifício alheio em nosso benefício ao longo da vida?

Além de lançar essa provocação, Haroldo ressalta a desejável atitude inversa. Trata-se da reciprocidade. E ele chama atenção para a necessidade da colaboração em favor de frentes de esforços que favorecem inclusive a nós próprios.

Por fim, amplia a leitura do preceito. Os mandamentos tocam nas relações conosco mesmos, com o próximo e com Deus. Seria possível, então, roubar algo do Criador? Seus instrumentos de justiça, por exemplo? Tal situação seria uma tolice. Contudo, Haroldo fala das graves consequências dessa ilusão, cometida ainda que de forma leviana.

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