O episódio do estudo de Êxodo arremata as reflexões sobre o sexto mandamento: “não matarás”. Para isso, Haroldo Dutra Dias recorre a um texto de Allan Kardec. “Da perfeição dos seres criados” foi publicado na edição de março de 1864 da “Revista Espírita”.

Em linhas gerais, o codificador afirma que a regulação da Criação é perfeitamente conduzida por Deus. Em específico, ele aborda a face material da natureza. E tece um raciocínio insofismável. Diante da incompreensão humana sobre certos aspectos naturais, por que questionar a atuação da Providência, sempre sábia?

Haroldo utilizou o trecho da publicação motivado principalmente pela condição animal. Ele lembra que, muitas vezes, nos comovemos diante de vídeos em que predadores perseguem e atacam suas presas. Por que essas cenas despertam tais sentimentos? Será que há algo errado na natureza selvagem ou apenas não entendemos o que se passa?

Evidentemente, a evolução nos torna mais sensíveis ante cenas de destruição e morte. Contudo, Kardec ressalta no texto a imortalidade do princípio inteligente. Essa é uma certeza para o ser humano e para os irracionais. Mais que isso, ele destaca que a dor da própria finitude constitui instrumento de aperfeiçoamento moral dos Espíritos. Uma necessidade afim ao mundo de provas e expiações, ou seja, à condição humana.

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