“Não matarás”. O sexto mandamento é objetivo. Mas não necessariamente simples. O estudo de Êxodo à luz do Espiritismo vem se debruçando sobre os Dez Mandamentos. E o destacado neste episódio abre portas a muitas reflexões sobre a evolução humana.

Haroldo Dutra Dias

salienta o sentido preciso da sentença. O verbo em hebraico é traduzido por assassinar. Ou seja, o preceito repassado por Moisés ao povo claramente diz respeito ao homicídio. Assim, tirar a vida de outra pessoa constitui infração à Lei.

E esse crime tem um arquétipo nas escrituras. O capítulo 4 de Gênesis narra o assassinato de Abel por seu próprio irmão, Caim. Este comete o ato enciumado, por ter sua oferta preterida pelo Senhor em detrimento da de Abel. Haroldo lê o diálogo que se segue entre Deus e o fratricida. Afinal, aos olhos do Pai, todo assassinato não seria um fratricídio?

O mandamento significa uma contenção à violência do ser humano em uma sociedade antiga. A civilização já superou tal mancha? Jesus, o produto da evolução humana, aprofunda a norma para sua raiz emocional. No Sermão do Monte, ele ensina que comete crime todo aquele que se encoleriza com seu irmão.

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