O episódio convida a um mergulho nos Dez Mandamentos. Registrado pela primeira vez no capítulo 20 de Êxodo, o Decálogo reúne normas de relacionamento transmitidas por Deus. O contexto é de peregrinação do povo hebreu pelo deserto após a libertação da escravidão no Egito.

Haroldo Dutra Dias ressalta o caráter relacional duplo dessas leis, que evidencia sua vocação fundante para a ética daquele grupo. O primeiro, com o próprio Criador. O segundo, com o outro, o próximo ou, no termo original hebraico, o irmão. Assim, qualquer infração em uma dessas perspectivas de relação, refletirá na própria intimidade do infrator.

Assim é que Haroldo descreve a característica dos Dez Mandamentos como balizadores dos processos de expiação. Deus é soberanamente justo e bom. Eis um atributo. Sua misericórdia é infinita. Entretanto, havendo necessidade de reparação de um mal cometido, isso deverá se dar.

Haroldo faz ainda duas analogias interessantes. Na tradução judaica, o Decálogo se desdobra em outras centenas de normas. Mas aquelas dez originais são as fulcrais. Como as árvores posicionadas no centro de um amplo jardim, ou o núcleo de um átomo. E elas, diferentemente de várias que delas se originaram, seguem atuais. Ainda que anunciadas há aproximadamente 3.500 anos.

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