Moisés erguendo as duas tábuas de pedra com os Dez Mandamentos constitui um dos ícones mais conhecidos da história das religiões. A cena sobre o Monte Sinai em chamas foi imortalizada no cinema e em outras artes visuais.

O estudo Êxodo à luz do Espiritismo atinge o ponto central do livro. Um princípio desse trecho é a fidelidade a Deus, que determina o cumprimento de preceitos sociais e de culto. Assim, um símbolo dessa aliança firmada é o recebimento da Lei ou instrução.

Mas Haroldo Dutra Dias lança um desafio. Onde no texto está registrado que o Senhor enviou os blocos de pedra com os escritos? E destaca um detalhe interessante. Quando Moisés anuncia os mandamentos ao povo, no capítulo 20, não há qualquer menção às tábuas. Deus só promete esse registro mais adiante, no 31. E só depois ainda é que, de fato, deposita-as nas mãos do patriarca.

Com essas informações, Haroldo destaca a primazia do ensino oral na tradição judaica. E alerta para a habitual preferência dos religiosos pelos escritos estanques, como nesse caso das pedras da Lei. Muitas vezes, em vez da devoção em Espírito, cultua-se meramente a palavra, o que pode constituir equívoco e idolatria.

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