O estudo de Êxodo à luz do Espiritismo entra em uma nova fase. Trata-se da segunda parte do livro, cujo tema principal é a aliança de Deus com o ser humano. Ele já havia atuado decisivamente no processo de libertação do povo. Então, na peregrinação, reforça sua presença.

A condução dos hebreus – símbolo da humanidade – na trajetória de ascensão espiritual constituiu o objeto daquele pacto proposto pelo Pai. Mas essa parceria demandaria o cumprimento de algumas regras.

Esse trecho central de Êxodo vai do capítulo 19 ao 24. Haroldo Dutra Dias destaca que, mesmo antes da marcação da Torá – o Pentateuco hebraico – em capítulos e versículos, essa divisão no texto está bastante clara, pelo teor da narrativa. Entretanto, ele alerta para não se tomar a Lei e os ofícios como protagonistas da escritura. Deus é o alvo de Êxodo, como de todo o Antigo Testamento.

Essa confusão sempre esteve presente na história dos cultos religiosos. Por meio de analogias da atualidade, Haroldo demonstra por que a Lei é caminho, não fim. Para o fiel que, conscientemente, almeja a comunhão com o Pai, as regras do pacto com Ele já são desnecessárias.

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