Após a libertação, a peregrinação. Inicia-se a saga estimada em 40 anos dos hebreus pelo deserto do Sinai a caminho da “Terra Prometida”. Essa narrativa em Êxodo começa no capítulo 16.

E este episódio de estudo do livro à luz do Espiritismo traz detalhes do 16 ao 18. Haroldo Dutra Dias ressalta a riqueza simbólica desse trecho. Ele contém a origem de expressões presentes inclusive no Novo Testamento.

A Providência Divina é o tema central desses capítulos, diz Haroldo. Como se fosse uma série em três episódios, no 16 o Senhor alimenta o povo, com maná, codornas e água. No 17, Ele oferece proteção na batalha. E, por fim, no 18, verifica-se o início da organização social dos peregrinos, sendo Moisés o designado do Alto para a tarefa.

Fica patente nessa porção a misericórdia providencial. E, em face dela, Haroldo destaca a perfeita coerência entre as três revelações. Jesus e sequer os benfeitores da Doutrina Espírita derrogaram qualquer preceito de Moisés a respeito da relação com Deus.

Contudo, 3.500 anos depois da peregrinação, ainda não nos fizemos uma sociedade integralmente justa e monoteísta. A idolatria a outros “deuses”, falíveis e efêmeros, ainda nos caracteriza.

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