A Páscoa original está em Êxodo. O significado do termo, do hebraico, é “pulo” ou “pular”. Diz o texto que a décima e última praga do Egito seria o extermínio dos primogênitos. Alertados, os hebreus cativos deveriam marcar os umbrais de suas portas com o sangue de um cordeiro imolado. E essas casas assinaladas foram puladas pelo Anjo da Morte.

Esse foi o ensejo para a fuga das famílias judias. O que devia ser feito com urgência. Por isso ensina a tradição que a refeição de Páscoa inclui, além da carne de cordeiro, o pão não fermentado e a erva amarga. Não havia tempo para mesa farta nem clima de tranquilidade.

A libertação tumultuosa da Páscoa é o tema deste episódio. A data em seu significado cristão se aproxima. E o ambiente é de aflição, com o agravamento da pandemia da Covid-19. O contexto inspirou Haroldo Dutra Dias a alinhar esses tópicos.

O relato da Páscoa encontra-se na primeira das três partes do livro. Ela resulta de uma migração do estado aflitivo, dos hebreus para os egípcios. Nesse movimento, Haroldo observa os mecanismos da justiça divina.

Na conclusão deste estudo, ele promove um diálogo entre Êxodo e O Livro dos Espíritos. A destruição por meio das calamidades é uma lei natural. E o desenvolvimento da realidade espiritual, a legítima, constitui a finalidade dessas transformações. Ainda que dolorosas da perspectiva material.

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