Êxodo pode ser dividido em três partes. A primeira trata da libertação dos hebreus da escravidão no Egito. A segunda narra o recebimento das instruções do Senhor por Moisés e o testemunho de fidelidade do povo. Por fim, é descrita a caminhada pelo deserto até Canaã, a terra prometida. No percurso, a comunidade usufrui da companhia de Deus, por meio da nuvem sobre o tabernáculo. Eis o símbolo de comunhão.

Neste episódio do estudo, Haroldo Dutra Dias propõe uma nova divisão. A etapa inicial da narrativa (capítulos 1 a 18) pode ser seccionada também em três. Uma (1-11) diz respeito à aflição dos povos hebreu e egípcio, alternadamente. A seguinte (12-15) apresenta o fim do cativeiro de Israel, fato que origina a tradição da Páscoa. E a terceira (16-18) é sobre a peregrinação até os pés do Monte Sinai.

Focalizando principalmente a primeira subparte, Haroldo tece algumas reflexões sobre a condição aflitiva. Pela ótica espírita, oferece a interpretação da necessidade de reparação coletiva dos erros cometidos. Assim, o roteiro de Êxodo – como de todo Antigo Testamento – descreve o arco evolutivo da humanidade.

O ponto de inflexão desse trecho inicial está no capítulo 3. O mensageiro do Senhor se manifesta em um espinheiro diante de Moisés e se compadece da condição de Seu povo. Mas por que esse emissário escolheu os arbustos de espinhos para se fazer percebido?

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