O fenômeno conhecido como mesas girantes foi uma coqueluche em meados do século XIX. Na Europa e nos Estados Unidos, reuniões ocorriam em salões e residências. Nelas, assistia-as à movimentação de objetos diversos. E intrigavam as respostas aparentemente proferidas por cestas, pranchetas e móveis.

Pessoas respeitáveis decidiram verificar aquela febre. Marcelo Uchôa recorda sir Arthur Conan Doyle, autor de Sherlock Holmes. A intenção dessas pessoas era, antes de qualquer outra coisa, desmascarar os embusteiros. Truques mecânicos ou a magnetização dos utensílios poderiam estar por trás dos fatos. E farsas desse tipo foram descobertas.

Mas o conhecimento humano até aquele momento não tinha explicação para o que se via naqueles encontros. Objetos inanimados, por pancadas ou rodopios, “respondiam” com lógica às perguntas. Foi o que o professor Rivail constatou, apesar de suas reservas iniciais. Se as respostas eram um efeito inteligente, tinham uma causa igualmente inteligente. E, de certo, não eram as mesas.

No item IX da Introdução de “O Livro dos Espíritos“, Allan Kardec fornece um exercício lógico a respeito dos fenômenos. Marcelo descreve essa linha de raciocínio que culmina na mediunidade irrefutável. E ressalta a conclusão do codificador, para quem o esforço de investigadores sérios deve ser considerado pelos céticos da ciência.

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