O episódio conclui o item VII da Introdução de “O Livro dos Espíritos“. Nesse trecho, Allan Kardec contra-argumenta a posição crítica dos homens de ciência de sua época à Doutrina dos Espíritos.

Com firmeza, ele afirma que o Espiritismo não deve ser da alçada das ciências naturais. Isso por uma questão epistemológica. Tratam-se de campos de conhecimento que lidam com objetos de naturezas diferentes. E que, muito por essa razão, demandam abordagens metodológicas distintas.

O episódio destaca a conclusão do codificador a esse respeito. Com uma dose de provocação, questiona se todos os saberes necessitam da validação dos acadêmicos. Será que bom senso é privilégio de quem ostenta diploma universitário?

Como sempre, Marcelo Uchôa é feliz em seu detalhamento por meio dos exemplos. E lembra alguns grandes sábios da história que não possuíam formação acadêmica.

Diante da intransigência dos cientistas, Kardec declara a quem se endereça os conhecimentos espíritas. Eles se destinam às pessoas ponderadas. São aquelas que, como ele próprio, estão abertas a averiguar a plausibilidade de novas ideias e não se arrogam conhecedores de todas as coisas do universo.

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