A série sobre “O Livro dos Espíritos” dá sequência ao estudo do texto introdutório. No episódio anterior, Marcelo Uchôa concluiu o item VI. Nele, Allan Kardec faz um resumo da Doutrina Espírita, apresentando seus princípios centrais.
Agora, inicia-se a análise do item VII, em que são trabalhados os pontos de antagonismo ao Espiritismo. Trata-se da construção de uma lógica dialética. O codificador destaca a antítese após expor suas teses.
E a oposição nesse trecho centraliza-se nas entidades científicas e em seus membros. Eles rechaçavam os pilares da então nova filosofia, como a imortalidade, a reencarnação e a comunicabilidade com os desencarnados. Isso porque não podiam ser testados, reproduzidos e, assim, verificados.
Kardec reforça que a Doutrina se estrutura sobre princípios distintos aos das ciências naturais. Assim, argumenta que o arcabouço metodológico e epistemológico dos cientistas, material em sua essência, não permite a justa análise do Espiritismo e dos fenômenos a que se dedica.
E finaliza de forma objetiva. Para o professor de Lyon, a ciência não deve se importar com as questões espíritas. Qualquer interpretação ou análise nesse sentido seria como a opinião de um arquiteto a respeito de uma composição musical.

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