“O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.” O trecho faz parte do item VI da Introdução de “O Livro dos Espíritos”. Neste episódio e no anterior, Marcelo Uchôa se dedica ao tópico.

Trata-se de um dos mais extensos e importantes dos 34 itens do texto. Isso porque, nele, Allan Kardec resume a Doutrina. E um dos méritos desse esforço constitui a exposição do conceito de Espírito e de suas qualidades.

O codificador apresenta o Espírito como essência humana. Isto é, são mulheres e homens que, antes, habitaram corpos. Sempre em evolução, reencarnam diversas vezes. Preservam, entretanto, sua individualidade moral e intelectual. Essa noção afasta a tese panteísta da reintegração e dissolução no “oceano” divino.

Marcelo destaca também a conclusão do item. Nele, Kardec trata da influência espiritual sobre os encarnados e a natureza. E aborda a comunicação entre os planos. Sendo seres humanos na erraticidade, os Espíritos preservam suas propensões. Assim, suas manifestações pela mediunidade requerem zelo acerca do teor e da linguagem utilizada.

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