Os princípios da física mecânica ou da eletricidade não bastavam para explicar os fatos nas reuniões das mesas. Não se observavam neles os padrões dos fenômenos naturais. Além disso, os resultados daquelas sessões, seja por pancadas ou por escrito, guardavam lógica. Allan Kardec inferiu efeitos inteligentes, que só poderiam advir de causas inteligentes.

Esse processo de investigação é descrito pelo codificador na Introdução de “O Livro dos Espíritos”. E o histórico dessa abordagem científica vem sendo relatada e estudada nesta série, dedicada ao marco do Espiritismo. Neste episódio, Marcelo Uchôa trata dos itens IV e V do texto introdutório.

O ponto central da argumentação do professor Rivail é o raciocínio percebido por trás das respostas. Os baques desferidos em um móvel eram inteligíveis e resultavam de questionamentos dos participantes das reuniões. O mesmo se poderia deduzir das sentenças escritas.

Aliás, a evolução das experiências com a psicografia também é revista. A fixação de um lápis a uma cesta ou a uma prancheta foi feita por sugestão dos próprios Espíritos. Marcelo conta as práticas – hoje um tanto peculiares – que se acreditava potencializar a recepção das respostas. Iniciava-se a busca pela compreensão da legítima participação do médium.

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