“Para se designarem coisas novas são precisos termos novos.” Esta célebre frase de Allan Kardec abre a Introdução de “O Livro dos Espíritos”. Similar a ela, o codificador forjou outra: para fatos novos pode e deve haver novas leis. A investigação a respeito do fenômeno espírita é o destaque do episódio.

O texto introdutório da obra vem sendo estudado por Marcelo Uchôa na série. São 17 itens em que o professor de Lyon trabalha uma sustentação racional irretocável. Neste vídeo, conclui-se o terceiro.

Kardec, como homem de ciência, buscou metodicamente encontrar as causas para a “coqueluche” das mesas girantes. Ele, como outros investigadores sérios, tinha nos princípios da Física as hipóteses mais prováveis. Contudo, deparou-se com um desafio. Aquelas manifestações, ao contrário dos fenômenos naturais, não apresentavam padrões de comportamento, linearidade lógica.

Logo, havia algo além da mecânica naquelas reuniões. Em face da impossibilidade de se explicarem “as mesas” pelos princípios naturais, o fato foi refutado pelos cientistas, tomado por charlatanismo. Mas os questionamentos do codificador são contundentes. Deve-se ignorar o que não se pode explicar pelas leis conhecidas? E como ignorar um fenômeno que se proliferou?

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