Allan Kardec sabia das resistências que ele próprio e a Doutrina nascente enfrentariam naqueles meados do século XIX. Tratava-se de uma novidade e, inevitavelmente, ela conquistaria opositores. Ou contraditores, nas palavras dele próprio.

É a esse grupo que o codificador se dirige na Introdução de “O Livro dos Espíritos“. Mas se dirige em especial àqueles de “boa-fé”, sem ideias arraigadas que impedissem de considerar seus argumentos. O item III do texto introdutório entra no foco de Marcelo Uchôa neste episódio. A série dedicada à obra de fundação do Espiritismo se debruça sobre as explicações iniciais.

No trecho em questão, com intuito de se dirigir aos contraditores, Kardec remonta à gênese de suas investigações. Descreve a “febre” das mesas girantes ou da dança das mesas. Então, explicita sua abordagem científica ao fenômeno.

Foi pelo método de observação e pela refutação lógica de hipóteses que o professor viu naquelas movimentações de objetos algo mais do que processos mecânicos. A ausência de padrões de respostas às induções das pessoas nas reuniões não permitia que se creditasse à eletricidade, por exemplo, as causas para os fatos que testemunhara.

Continuar lendo

Comentários

Mais Episódios